
Historicamente, verifica-se que, de início, a formça de trabalho de crianças e adolescentes era utilizada ao lado da mão-de-obra adulta. Porém, a partir da Revolução Industrial, assistiu-se à substituição do trabalho masculino pelo feminino e, sobretudo, pelo labor infantil, situação que deixava desempregados os homens adultos e impedia o desenvolvimento físico, moral, intelectual, psíquico e social das crianças que, desde cedo, eram colocadas nas fábricas, onde eram aml alimentadas e mal alojadas, ficando sujeitas a castigos físicos, sevícias sexuais e a toda sorte de atrocidades. A opção pelo trabalho infanto-juvenil dava-se principalmente pela docilidade das crianças, que se deixavam manipular mais facilmente que um adulto, e pelo baixo custo que essa mão-de-obra representava. Passaram-se os séculos, mas o problema ainda persiste. Em muitos países crianças e adolescentes trabalham sem nenhum tipo de proteção estatal, sob o argumento de que a competitividade econômica e a globalização assim o exigem. Estudos mostram que aqueles que se iniciam precocemente no mercado de trabalho acabam por não conseguir freqüentar a escola e não têm a possibilidade de melhorar suas condições de vida. Daí o porquê de a Organização Internacional do Trabalho, desde sua criação, preocupar-se com as atividades laborativas infanto-juvenis e buscar sua erradicação. Neste contexto, indagamos se a simples criação de leis que proíbem que crianças e.
Page Count:
104
Publication Date:
2003-01-01
Publisher:
Editora LTr
ISBN-10:
8536103892
ISBN-13:
9788536103891
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