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O argumento central que sustentarei nesse percurso é que, partindo de concepções históricas que têm muitos aspectos em comum (embora resultando em sociedades que não possuem a mesma profundidade igualitária), Guizot e Tocqueville chegam a atitudes divergentes diante da Revolução Francesa: o primeiro assume sem reservas o papel que a Revolução desempenhou na História, acreditando que ela conservou todos os ganhos da evolução histórica anterior e corrigiu os excessos do movimento de centralização monárquica, mas acredita que, para assentar a sociedade pós-revolucionária sobre bases sólidas, é preciso abandonar as bandeiras empregadas durante a Revolução, começando pela da soberania popular; o segundo, por outro lado, não vê o lugar da Revolução na História como um triunfo, mas antes como um modo problemático de realizar a passagem para a nova sociedade que, ao invés de conservar os ganhos do Antigo Regime, teria conservado inconscientemente seus vícios; porém, ao se confrontar com as bandeiras de 1789 e com o princípio da soberania do povo, sua crítica não recai sobre os princípios em si, mas sobre o modo de aplicá-los, os quais seriam reminiscências do Antigo Regime. Vamos ao percurso.
Page Count:
236
Publication Date:
2022-01-01
Publisher:
Alameda Casa Editorial Ltda.
ISBN-10:
6559661032
ISBN-13:
9786559661039
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