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Para analisar os diferentes aspectos da história da aguardente em terras mineiras, ao longo do século XVIII, este texto está dividido em três capítulos. No primeiro – “Regalia ou das maneiras de apertar a corda sem deixar que ela arrebente” – é realizada uma breve discussão historiográfica sobre os alcances do poder metropolitano na colônia e na capitania mineira propriamente dita, panos de fundo que permitem compreender o alcance do poder régio que incide sobre a produção e a circulação de bebidas alcóolicas derivadas da cana. Logo em seguida, desenvolve-se uma reflexão sobre a concretização desse poder no cotidiano mineiro. Esta, baseia-se em documentos produzidos diretamente pelos agentes metropolitanos envolvidos nessas ações, quais sejam: ordens, avisos, decretos, resoluções, cartas de sesmarias, entre outros. Essas fontes estão marcadas pelo discurso oficial sobre a circulação, a produção e o comércio das aguardentes e da cachaça na capitania, mas rejeitar e/ou reduzir o valor histórico das mesmas produziria uma visão simplista do tema, uma vez que, esses administradores, ainda que oriundos da metrópole, ao se instalarem na região, acabavam por estabelecer suas próprias inter-relações sociais. “Assim, se em princípio, as diretrizes metropolitanas deviam ser seguidas, a distância distendia-lhes as malhas, as situações específicas coloriam-nas com tons locais”. Nesse sentido, as diretivas regulatórias empreendidas por esses agentes em nome da Coroa portuguesa, frequentemente marcadas pelos interesses particulares desses agentes e mescladas aos interesses locais, impactavam as ações desempenhadas pelos produtores e pelos consumidores das bebidas.
Page Count:
334
Publication Date:
2019-01-01
Publisher:
Alameda Casa Editorial Ltda.
ISBN-10:
6586081637
ISBN-13:
9786586081633
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