
O trabalho está inserido na vida de homens e mulheres e interferem cada vez mais na qualidade de suas vidas. Após alguns anos atuando como psicóloga, pude observar como o adoecimento estava vinculado ao trabalho ou sua ausência, não importava o trabalho, se na indústria, no comércio, no hospital, na agricultura ou no lar. Assim começou a trajetória para a pesquisa com trabalhadores rurais na entressafra cafeeira. A pergunta inicial era se os distúrbios do sono estavam vinculados aos sintomas de ansiedade e depressão que era uma das queixas dos pacientes das Unidades Básicas de Saúdes (centros de saúde). Outros pontos a serem investigados seriam conhecer a percepção da qualidade de vida (QV) desses trabalhadores; verificar possíveis associações entre o trabalho temporário e a presença de sintomas de ansiedade e de depressão e o prejuízo no sono; comparar o padrão e a qualidade do sono, sintomas de ansiedade, de depressão e QV dos safristas com os resultados dos trabalhadores fixos. Quando conhecemos a realidade da população rural em trabalho fixo ou temporário podemos melhorar sua qualidade de vida e melhorar os padrões de produtividade sem prejuízo para a saúde do trabalhador. Essa pesquisa foi realizada com 40 trabalhadores rurais safristas e com 40 trabalhadores em trabalho rural fixo. Os dois grupos foram escolhidos entre agricultores do Sul de Minas, nas lavouras cafeeiras da região de Três Pontas. Chegamos à conclusão que trabalhadores rurais com trabalho fixo estão menos expostos aos sintomas de ansiedade e depressão acompanhados de distúrbios do sono – que os trabalhadores safristas. E o nível da qualidade de vida dos safristas é pior que o dos trabalhadores rurais fixos.
Page Count:
0
Publication Date:
1900-01-01
ISBN-10:
8541610500
ISBN-13:
9788541610506
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